
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.

Todo mês você abre o sistema e confere a folha de pagamento. Salários, encargos, benefícios. Tudo calculado, tudo sob controle. Mas tem um número que poucos empresários enxergam, e ele está silenciosamente drenando o caixa da sua empresa: o custo da rotatividade de funcionários.
Quando um colaborador pede demissão ou precisa ser desligado, a maioria dos gestores pensa apenas no valor da rescisão. Pagou as verbas, contratou outro, vida que segue. O problema é que essa conta está incompleta, e brutalmente subestimada.
A verdade que ninguém te conta é que perder um funcionário treinado custa muito mais do que aparece no demonstrativo. Custa o conhecimento que sai pela porta, a produtividade que despenca enquanto o substituto aprende, os erros de quem ainda está se adaptando, e as horas que seu time gasta recrutando e treinando em vez de produzir.
Aqui está a boa notícia: investir em retenção de talentos não é gasto de RH para deixar o ambiente mais bonitinho. É estratégia financeira pura, proteção direta da sua margem de lucro. E a ferramenta mais acessível para fazer isso? O seguro de vida empresarial, que custa menos que um lanche corporativo mas vale muito mais que você imagina.
Vamos colocar os números na mesa, porque essa conta precisa ser feita. A Society for Human Resource Management, uma das maiores referências mundiais em gestão de pessoas, realizou estudos extensos sobre o custo real do turnover. A conclusão? O custo de perder e repor um funcionário varia entre 50% e 200% do salário anual dessa pessoa.
Espere, como assim 200%? Vamos destrinchar essa matemática que assusta qualquer CFO.
Os custos diretos (que todo mundo vê):
Os custos de reposição (que alguns lembram):
Os custos ocultos (os verdadeiros vilões):E aqui está onde mora o perigo real, aquela parte da conta que poucos empresários fazem mas que corrói o resultado no final do mês:
Quando você soma tudo isso, a matemática fica assustadora. Um funcionário que ganha R$ 3.000 por mês pode facilmente custar entre R$ 18.000 e R$ 72.000 para ser substituído, considerando todos os impactos diretos e indiretos.
E se você tem turnover alto? Multiplique isso pelo número de saídas no ano. Muitas PMEs estão jogando fora o equivalente a meses de lucro sem nem perceber.
Agora que você entendeu o tamanho do rombo que o turnover causa, vamos falar do investimento necessário para reduzir drasticamente esse problema. E prepare-se para se surpreender com o quanto isso custa.
Diferente do que muitos empresários imaginam, o seguro de vida empresarial não é aquele benefício caro e inviável para pequenas e médias empresas. Na verdade, o custo médio fica entre R$ 10 e R$ 20 por funcionário por mês. Isso mesmo, você leu certo.
Vamos colocar em perspectiva o que significa esse valor:
Como é possível um seguro que paga dezenas de milhares de reais em caso de sinistro custar tão pouco? A resposta está na escala e na gestão de risco.
Quando você contrata seguro de vida em grupo através do CNPJ da empresa, a seguradora está diluindo o risco entre todos os colaboradores. Estatisticamente, a maioria não vai acionar o seguro no curto prazo, o que permite que o prêmio individual seja extremamente acessível. É o princípio do mutualismo funcionando a favor do empresário.
Isso significa que mesmo microempresas com 5, 10 ou 20 funcionários conseguem oferecer um benefício robusto, que em um seguro individual custaria centenas de reais mensais, por valores que cabem em qualquer orçamento operacional.
E aqui está o ponto crucial: esse é provavelmente o benefício com melhor relação custo-benefício disponível no mercado. Você não vai encontrar outra forma de aumentar drasticamente o valor percebido pelo funcionário gastando tão pouco.
Chega de teoria. Vamos fazer o cálculo real de retorno sobre investimento para você ver, na prática, como essa conta fecha de forma absolutamente favorável.
Cenário Real: Pequena Empresa
Investimento Anual no Seguro:10 funcionários × R$ 15 × 12 meses = R$ 1.800 por ano
Isso é o que você vai gastar para proteger toda a sua equipe durante um ano inteiro. Agora vamos ver o outro lado da moeda.
Custo de Perder UM Único Funcionário:
Usando a métrica conservadora de apenas 50% do custo anual (há estudos que apontam até 200%, lembra?):
Mas vamos ser ainda mais realistas e incluir os custos ocultos que mencionamos antes. Quando você considera:
O custo real facilmente ultrapassa R$ 20.000 por funcionário perdido.
O ROI que Impressiona:
Agora vem a parte interessante. Se o seguro de vida ajudar a reter apenas um único funcionário durante o ano (veremos a seguir por que isso acontece), você:
Leia de novo essa última linha. Você gastou menos de dois mil reais e evitou um prejuízo de vinte mil. Existe algum outro investimento na sua empresa que entrega esse tipo de retorno?
E estamos falando de reter apenas um funcionário. Se o seguro ajudar a manter dois ou três talentos na empresa, o ROI se multiplica exponencialmente.
Resumo em Números:
Não existe investimento mais eficiente em retenção de talentos disponível no mercado hoje.
Agora você pode estar se perguntando: "Mas será que um seguro de vida realmente faz diferença na hora do funcionário decidir se fica ou sai?" A resposta curta é: sim, e muito mais do que você imagina.
Estudos recentes sobre Employee Value Proposition (Proposta de Valor ao Funcionário) mostram que 78% dos profissionais consideram o pacote de benefícios tão importante quanto o salário na hora de aceitar ou permanecer em um emprego. E o seguro de vida tem um peso psicológico especial nessa equação.
O Custo de Oportunidade para o Funcionário:
Quando um colaborador avalia uma proposta de emprego em outra empresa, ele não pensa apenas no salário oferecido. Ele faz um cálculo mental (às vezes inconsciente) do que vai perder ao sair.
Se ele tem seguro de vida fornecido pela empresa atual, sabe que para manter o mesmo nível de proteção para a família teria que:
Esse cálculo cria o que chamamos de "custo de saída". Não é só sobre ganhar mais no novo emprego, é sobre o quanto ele vai efetivamente perder ao abrir mão dos benefícios atuais. E quando você soma seguro de vida com outros benefícios, esse custo fica alto o suficiente para fazer muita gente pensar duas, três vezes antes de pedir demissão por uma diferença salarial pequena.
A Mensagem de Cuidado:
Existe também um componente emocional poderoso que não aparece em planilhas mas impacta diretamente o engajamento. Quando uma empresa oferece seguro de vida, ela está dizendo: "Nós nos preocupamos não só com você, mas com quem você ama. Se algo acontecer, sua família estará protegida."
Essa mensagem reduz ansiedade, aumenta o senso de pertencimento e cria um vínculo emocional com a organização. O funcionário sente que trabalha para alguém que realmente se importa, não apenas para alguém que paga salário em dia.
Empresas que implementam pacotes de benefícios que incluem seguro de vida reportam redução de até 30% no turnover voluntário. É uma correlação forte demais para ser ignorada.
O Diferencial Competitivo:
Especialmente para PMEs, que muitas vezes não conseguem competir em salário com grandes corporações, o seguro de vida se torna um diferencial decisivo. É uma forma de nivelar o jogo e mostrar que, mesmo sendo menor, sua empresa oferece proteção e cuidado comparáveis às grandes empresas.
Na prática, você está comprando lealdade, estabilidade e paz de espírito da sua equipe por centavos por dia. E isso se reflete diretamente na retenção.
Como se o ROI gigantesco já não fosse suficiente, tem mais uma vantagem que torna o seguro de vida empresarial ainda mais atrativo: o benefício fiscal.
Para empresas tributadas no regime de Lucro Real, o seguro de vida em grupo é considerado uma despesa operacional dedutível. Isso significa que você pode abater o valor pago como custo da empresa antes de calcular o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Como funciona na prática:
Vamos usar o mesmo exemplo anterior da empresa com 10 funcionários pagando R$ 1.800 por ano de seguro.
Se sua empresa tem uma alíquota combinada de IRPJ + CSLL de aproximadamente 34% (alíquota padrão para empresas no Lucro Real), você reduz sua base de cálculo do imposto em R$ 1.800, o que gera uma economia tributária de aproximadamente R$ 612.
O Custo Real Ajustado:
Dividindo pelos 12 meses e 10 funcionários, o custo efetivo por funcionário cai de R$ 15 para cerca de R$ 9,90 por mês.
Isso mesmo. Depois do benefício fiscal, você está protegendo cada funcionário e sua família por menos de R$ 10 mensais. É literalmente o preço de um combo no fast food.
E tem mais: empresas no Simples Nacional, embora não tenham o mesmo benefício direto de dedução, ainda conseguem incluir o seguro como custo operacional na contabilidade, o que pode trazer vantagens em termos de planejamento financeiro e até facilitar o acesso a crédito, já que demonstra gestão estruturada de benefícios.
O Combo Perfeito:
Quando você junta:
Você tem o que todo gestor financeiro sonha: um investimento que se paga sozinho várias vezes e ainda gera benefícios colaterais positivos.
Chegamos ao final deste cálculo, e a conclusão é inevitável: a matemática do seguro de vida empresarial simplesmente não deixa margem para dúvida.
Você pode gastar R$ 1.800 por ano para proteger uma equipe inteira e reduzir drasticamente seu turnover, ou pode continuar pagando R$ 20.000+ cada vez que perde um funcionário treinado. Uma dessas opções é gestão inteligente. A outra é sangria financeira silenciosa.
O seguro de vida é a ferramenta de menor custo e maior impacto na Proposta de Valor ao Funcionário disponível no mercado. Não existe outra forma de entregar tanto valor percebido gastando tão pouco. É proteção familiar robusta, retenção de talentos, diferencial competitivo e vantagem fiscal, tudo embrulhado em um único benefício que cabe no orçamento de qualquer empresa.
E o melhor: você não está fazendo caridade nem "mimando" funcionário. Você está protegendo sua margem de lucro, reduzindo custos operacionais e construindo uma equipe mais estável e engajada. É estratégia financeira pura, disfarçada de benefício de RH.
Para entender melhor quais coberturas específicas geram esse valor percebido tão alto e como estruturar o melhor plano para sua equipe, veja nosso Guia Definitivo do Seguro de Vida Empresarial.
A decisão é simples: proteger é infinitamente mais barato que repor.
Quer fazer esse cálculo específico para a sua empresa? Nossa equipe pode mostrar exatamente quanto você está perdendo com turnover e quanto custaria proteger 100% da sua equipe. Spoiler: vai custar menos do que você gasta com material de escritório, café e até com a conta de internet do escritório.
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