
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.

Sabe aquele momento em que você olha o boleto do plano de saúde e pensa: "Eu pago isso tudo e quase não uso"?
Você não está sozinho. E existe uma alternativa que pouca gente conhece, mas que pode reduzir sua mensalidade em até 30% sem deixar você desprotegido nas situações que realmente importam.
Vamos falar do Plano de Saúde com Segmentação Hospitalar.
Pensa comigo: quando você tem seguro do carro, não aciona a seguradora para trocar o óleo, trocar os pneus ou fazer a revisão dos 10 mil km, certo? Você paga isso do bolso porque é manutenção previsível e relativamente barata.
Mas se você bater o carro, se roubarem, se der perda total? Aí sim você aciona o seguro. Porque é ali que mora o risco financeiro real.
O Plano de Saúde Hospitalar funciona exatamente assim.
Ele não cobre a "troca de óleo" da saúde (aquela consulta de rotina, o exame de sangue anual, a fisioterapia preventiva). Mas cobre a "batida forte": a UTI, a cirurgia cardíaca, o tratamento de câncer, o parto de emergência.
E é justamente essa lógica que permite que ele custe 30% a 40% menos que um plano completo.
A questão é: isso faz sentido para você?
Vamos descobrir.
Existe um medo muito comum quando as pessoas ouvem falar de "plano só hospitalar": "Ah, mas aí não cobre nada, né?"
Errado. Completamente errado.
O plano hospitalar cobre exatamente as coisas que têm potencial de quebrar financeiramente uma família. Veja o que está 100% coberto de acordo com o Rol de Procedimentos da ANS:
Repare numa coisa: ele cobre tudo que é caro.
Uma consulta com cardiologista particular custa R$ 300. Você consegue pagar do bolso se precisar.
Um dia de UTI custa R$ 10.000. Uma cirurgia cardíaca custa R$ 80.000. Um tratamento de câncer pode passar de R$ 500.000.
O plano hospitalar existe para proteger seu patrimônio contra os R$ 500.000, não contra os R$ 300.
E é exatamente por isso que ele custa tão menos.
Beleza, agora vamos falar das limitações. Porque contratar um plano sem saber exatamente o que ele não cobre é receita para frustração.
Aqui mora uma confusão que precisa ser esclarecida.
O plano hospitalar cobre atendimento de urgência e emergência nas primeiras 12 horas. Depois disso, a cobertura depende do que acontecer:
Exemplo prático:
Você sente uma dor forte no peito e vai ao pronto-socorro. O plano cobre o atendimento, os exames de urgência, tudo. O médico avalia e descobre que você precisa fazer um cateterismo e ficar internado? Perfeito, a cobertura continua integral.
Agora, se o médico avalia, faz os exames e descobre que era só uma crise de ansiedade e te libera para casa com uma receita? Aí a cobertura se encerra ali.
Parece cruel? Não é. É só uma questão de entender como funciona para não ter surpresas.
Vamos fazer as contas de forma bem prática. Pega papel e caneta (ou abre a calculadora do celular).
Plano Completo (Ambulatorial + Hospitalar):
Plano Só Hospitalar:
Economia anual: R$ 2.400,00
Agora vem a pergunta que realmente importa: o que você faz com esses R$ 2.400 que sobraram?
Com R$ 2.400 no bolso, você consegue pagar:
Faz a conta: quantas vezes você foi ao médico no ano passado?
Se você é uma pessoa saudável, entre 20 e 40 anos, que vai ao médico uma ou duas vezes por ano no máximo, está literalmente pagando R$ 2.400 extras para usar R$ 600 de serviços.
Não faz o menor sentido financeiro.
Contrate o plano hospitalar, economize R$ 2.400 por ano, e use parte dessa economia para pagar consultas e exames particulares quando precisar. Você ainda sai ganhando e tem a tranquilidade de estar protegido contra gastos catastróficos.
É como ter um colchão de segurança sem pagar o preço de um travesseiro de ouro.
Se você é um casal jovem e está planejando ter filhos nos próximos anos, presta atenção nessa estratégia porque ela pode te economizar facilmente R$ 20 mil.
Um parto particular em um hospital de qualidade custa entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. Se tiver qualquer complicação, cesariana de emergência, ou se o bebê precisar de UTI neonatal, pode passar fácil dos R$ 50 mil.
É assustador.
Você contrata um plano hospitalar que inclui cobertura obstétrica. Ele vai custar significativamente menos que um plano completo, mas cobre 100% do parto, da internação da mãe e do bebê, e de qualquer complicação que possa ocorrer.
E as consultas de pré-natal?
Você tem três opções:
O importante é que o momento mais caro e de maior risco financeiro — o nascimento do bebê — está 100% coberto.
Muitos casais fazem exatamente isso: contratam o plano hospitalar com obstetrícia um ano antes de começar a tentar engravidar (para cumprir a carência de 300 dias), fazem o pré-natal de forma híbrida, e têm o filho com toda a tranquilidade e conforto de um hospital particular, pagando uma fração do que pagariam com plano completo.
Nem todo mundo deveria ter um plano hospitalar. Vamos ser honestos sobre isso.
Mas para alguns perfis, é simplesmente a escolha mais racional possível.
Se você raramente adoece, não tem nenhuma doença crônica, vai ao médico uma vez por ano só para o check-up básico, você está desperdiçando dinheiro com plano completo.
O plano hospitalar te dá exatamente o que você precisa: proteção contra o improvável mas caro.
Muita gente usa a UBS (Unidade Básica de Saúde) para consultas rotineiras e está satisfeita com isso. O problema é quando precisa de internação — aí a fila do SUS pode ser longa, e o conforto deixa a desejar.
O plano hospitalar resolve exatamente esse gap: você continua usando o público para o dia a dia, mas se precisar de uma cirurgia ou internação, vai para um hospital particular de qualidade.
Se você já tem um cardiologista, um clínico, um ortopedista que atende particular e você paga do bolso, para que pagar plano completo?
Você só precisa de acesso ao hospital se precisar internar. O plano hospitalar resolve isso gastando muito menos.
Para empresas, o plano hospitalar é uma ferramenta de redução de custos que não deixa o funcionário totalmente descoberto.
Funciona especialmente bem em empresas onde os funcionários são jovens e saudáveis. A empresa economiza 30% a 40% no plano, e oferece cobertura para o que realmente importa: emergências e cirurgias.
Para deixar tudo cristalino, vamos colocar lado a lado as três principais segmentações de planos de saúde:
Repare que o plano ambulatorial (que só cobre consultas) é a pior escolha possível. Você paga por consultas baratas mas fica descoberto para cirurgias caras. É literalmente o oposto da proteção financeira.
O plano hospitalar inverte essa lógica: você paga barato e fica protegido contra o que pode quebrar seu orçamento.
Antes de sair contratando o primeiro plano hospitalar que aparecer, tem alguns pontos que você precisa verificar:
De nada adianta economizar 30% se os hospitais cobertos são ruins ou longe da sua casa. Peça a lista completa de hospitais credenciados e veja se tem opções de qualidade perto de você.
Se você ou sua parceira podem engravidar nos próximos anos, já contrate com cobertura obstétrica desde o início. A carência para parto é de 300 dias (10 meses), então quanto antes contratar, melhor.
Lembre-se: cobertura de urgência por 12 horas. Depois disso, só continua se houver necessidade de internação. Certifique-se de que entendeu isso para não ter surpresas.
A diferença de preço entre operadoras pode chegar a 40% para o mesmo tipo de cobertura. Vale a pena fazer cotação em pelo menos 3 ou 4 operadoras diferentes.
As carências do plano hospitalar seguem as mesmas regras dos planos completos:
Vamos falar de uma verdade desconfortável que a indústria de planos de saúde não gosta que você saiba.
A maioria das pessoas com plano de saúde completo paga por coisas que nunca usa.
Estudos mostram que aproximadamente 60% dos beneficiários de planos de saúde usam o plano menos de 3 vezes por ano. E quando usam, é para consultas simples que custariam R$ 200 ou R$ 300 se pagas do bolso.
Enquanto isso, pagam R$ 500, R$ 600, R$ 800 por mês de mensalidade.
É como pagar academia todo mês e ir uma vez a cada dois meses. Economicamente, não faz sentido.
O plano hospitalar acaba com esse desperdício. Você paga só pela proteção que realmente importa: aquela contra gastos catastróficos.
Agora vamos falar de quando você não deve optar por um plano só hospitalar.
1. Você tem doença crônica que exige acompanhamento constante
Se você tem diabetes, hipertensão, asma, ou qualquer condição que exige consultas frequentes e exames de controle, o plano completo compensa. A economia na mensalidade seria comida pelos gastos com consultas e exames particulares.
2. Você tem mais de 50 anos
A partir dessa idade, a tendência é usar mais o plano. Aquela consulta de rotina com o cardiologista, os exames preventivos, as pequenas intervenções. Para esse perfil, o plano completo faz mais sentido.
3. Você tem filhos pequenos
Criança adoece. Muito. Pediatra, otorrino, exames — são dezenas de consultas por ano. Para famílias com crianças pequenas, o plano completo costuma compensar.
4. Você não tem disciplina financeira para guardar a diferença
Se você sabe que vai economizar R$ 200 por mês no plano mas vai gastar esse dinheiro com outras coisas (e não vai ter como pagar uma consulta particular quando precisar), talvez seja melhor manter o plano completo e "se forçar" a ter essa proteção.
Existe uma estratégia que muita gente inteligente usa e que faz muito sentido financeiro:
Contratar plano hospitalar na juventude e migrar para completo na maturidade.
Funciona assim:
Fazendo essa estratégia, você economiza dezenas de milhares de reais ao longo da vida, sem nunca ficar descoberto para os riscos reais.
Vamos recapitular o conceito central: o plano de saúde hospitalar existe para proteger seu patrimônio contra gastos catastróficos com saúde.
Ele não é sobre ter "o melhor plano". É sobre ter o plano certo para o seu momento de vida.
Se você é jovem, saudável, usa pouco o plano de saúde mas vive com medo de uma emergência médica te quebrar financeiramente, o plano hospitalar é provavelmente a escolha mais racional que você pode fazer.
Você economiza 30% a 40% na mensalidade, mantém proteção total para cirurgias, internações e emergências graves, e ainda fica com dinheiro no bolso para pagar consultas e exames pontuais quando precisar.
É simplesmente matemática.
O boleto do seu plano atual ficou pesado? Não cancele antes de ver isso.
Peça uma cotação de Plano com Segmentação Hospitalar na Lifebis. Você pode reduzir sua mensalidade agora mantendo a cobertura nos melhores hospitais da região. Mapeamos a rede credenciada no seu CEP e mostramos exatamente quanto você vai economizar.
Porque ter plano de saúde é importante. Mas pagar caro demais por ele é burrice financeira.
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