
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.
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Você gasta tempo e recursos para treinar um bom profissional. Ele se torna essencial para a operação. E, de repente, ele sai por uma proposta concorrente que parece apenas um pouco melhor. O que deu errado?
Muitas vezes, a decisão não é apenas pelo salário. É pela falta de uma percepção de cuidado e segurança. É aqui que seu EVP (Employee Value Proposition) entra em jogo.
Neste guia, vamos mostrar taticamente como usar um benefício de baixo custo – o seguro de vida – para resolver o problema de alto custo do turnover.
EVP, ou Proposta de Valor ao Colaborador, é o conjunto de tudo que a empresa oferece além do salário: cultura organizacional, plano de carreira, desafios profissionais e, claro, benefícios. Em um mercado competitivo por talentos, é o seu principal fator de desempate.
Por que isso importa tanto? Estudos mostram que a maioria dos profissionais considera o pacote de benefícios tão importante quanto o salário ao aceitar uma proposta de emprego. Alguns dados reveladores:
Um EVP fraco significa que você está sempre competindo apenas pelo salário. E nessa guerra, sempre haverá alguém disposto a pagar um pouco mais.
Benefícios como vale-alimentação e vale-refeição são esperados. São commodities no mercado de trabalho. O seguro de vida, no entanto, é um benefício emocional que opera em um nível psicológico diferente.
O seguro de vida envia uma mensagem poderosa que nenhum outro benefício consegue transmitir: "Nós nos preocupamos com você e com a segurança da sua família".
Essa não é uma mensagem apenas racional sobre dinheiro. É uma comunicação profunda de que a empresa reconhece o funcionário como uma pessoa completa, com família, responsabilidades e preocupações que vão além do escritório.
Isso remove uma camada significativa de estresse e ansiedade do colaborador, que passa a trabalhar com mais tranquilidade mental. Quando um profissional sente que sua família está protegida, ele consegue focar melhor nas suas responsabilidades e desempenho.
Um funcionário que se sente genuinamente cuidado e protegido desenvolve maior lealdade e senso de pertencimento à organização. Esse é o poder do vínculo emocional que o seguro de vida cria.
Ao pensar em sair, ele não coloca na balança apenas o salário. Ele precisa considerar o "custo emocional" de perder uma proteção familiar essencial. Ele teria que:
Esse custo invisível é uma das barreiras mais eficazes contra a rotatividade voluntária.
Aqui está a verdade que poucos gestores de RH entendem: não basta ter o benefício, é preciso comunicá-lo estrategicamente.
O maior erro das empresas é pagar pelo seguro de vida e nunca falar sobre ele de forma adequada. Se o seu funcionário não entende o valor real do benefício, ele não tem impacto algum na retenção. É dinheiro jogado fora.
Não apenas entregue a apólice junto com uma pilha de documentos burocráticos. Crie um momento especial no processo de integração.
O que fazer:
Essa primeira impressão cria um vínculo emocional desde o início e estabelece o tom do relacionamento: esta é uma empresa que cuida.
O valor do benefício se dilui ao longo do tempo se não for reforçado. As pessoas esquecem o que têm.
O que fazer:
O princípio é simples: o valor percebido aumenta exponencialmente quando o benefício é compreendido. Educação é retenção.
Use o seguro de vida como evidência tangível da sua cultura de bem-estar e proteção.
O que fazer:
Isso constrói a percepção consistente de que a empresa não apenas fala sobre cuidar das pessoas, mas efetivamente cumpre esse compromisso com ações concretas.
Vamos falar de números para convencer o lado racional do gestor.
O custo de um seguro de vida em grupo pode ser tão baixo quanto R$ 10 a R$ 20 por funcionário ao mês para coberturas robustas. Em uma empresa de 20 funcionários, estamos falando de R$ 200 a R$ 400 mensais.
É menos do que:
Agora vamos ao outro lado da equação. Estudos de recursos humanos mostram consistentemente que o custo total de substituir um funcionário inclui:
O resultado? O custo de substituir um funcionário pode variar de 50% a 200% do salário anual desse funcionário, dependendo do nível de senioridade e especialização.
Para um funcionário que ganha R$ 4.000/mês (R$ 48.000/ano), o custo de substituição pode chegar facilmente a R$ 48.000 a R$ 96.000.
Se o seguro de vida, como pilar estratégico do seu EVP, ajudar a reter apenas um único funcionário qualificado por ano, o investimento anual de R$ 4.800 a R$ 9.600 (20 funcionários) já se pagou múltiplas vezes.
E você provavelmente está retendo mais de um. Cada funcionário que escolhe ficar por se sentir valorizado e protegido representa economia direta no seu resultado.
É um dos investimentos com melhor ROI que uma PME pode fazer.
O turnover é um "ralo" constante de dinheiro, conhecimento e produtividade. Tentar tapá-lo apenas com aumentos salariais é insustentável financeiramente e cria uma cultura perigosa de mercenários.
O seguro de vida é a forma mais barata e de maior impacto emocional para:
Não é apenas sobre reter funcionários. É sobre construir uma organização onde as pessoas querem ficar porque sentem que são valorizadas como seres humanos completos, não apenas como recursos produtivos.
Quer entender todos os detalhes técnicos das coberturas que vão compor seu novo EVP? Leia nosso Guia Definitivo do Seguro de Vida Empresarial.
Pronto para transformar seu pacote de benefícios em uma vantagem competitiva? Veja como a Lifebis ajuda a construir um EVP forte.
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