
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.

São 22h30 de uma segunda-feira. Você está em Curitiba para aquela reunião decisiva com o cliente que sua empresa persegue há meses. Amanhã às 9h você precisa estar impecável, confiante, no topo do jogo.
Aí acontece: você morde algo no jantar e sente um estalo. Uma obturação velha se soltou. Dez minutos depois, começa aquela dor latejante que você conhece bem — a dor de dente que não te deixa pensar em mais nada.
O pânico bate. "Não conheço nenhum dentista aqui. Vou ter que procurar no Google e pagar uma fortuna no particular? Vou conseguir dormir hoje? E se eu perder a reunião amanhã?"
Calma. Respira fundo. Se sua empresa contratou um plano odontológico empresarial com cobertura nacional — como OdontoPrev, Amil Dental, Bradesco ou SulAmérica Odonto —, você está a poucos cliques de resolver isso. E sem gastar um centavo do bolso.
Mas aqui está o problema: a maioria dos funcionários (e até gestores de RH) não sabe como acionar essa cobertura quando está longe de casa. Este guia vai te ensinar o passo a passo para nunca mais entrar em pânico numa situação dessas.
Antes de entrar no passo a passo prático, você precisa entender uma diferença estrutural que pode salvar — ou arruinar — sua viagem a trabalho.
Operadoras como algumas cooperativas Uniodonto, planos regionais menores ou convênios municipais funcionam perfeitamente dentro da área de cobertura. Mas quando você sai dessa região, as coisas complicam.
Como funciona fora da região:
Não estou dizendo que planos regionais são ruins — longe disso. Mas para equipes que viajam frequentemente, eles representam um risco operacional que pode custar muito mais do que a economia na mensalidade.
Operadoras como OdontoPrev, Amil Dental, Bradesco Dental e SulAmérica Odonto operam com rede unificada nacionalmente.
O que isso significa na prática:
A dica estratégica para o RH: Se você tem vendedores externos, executivos que viajam para filiais, ou equipes que participam de feiras e eventos pelo Brasil, contratar um plano regional é economizar centavos para arriscar milhares de reais em viagens perdidas.
Nem todo problema dentário é uma emergência — e entender essa diferença evita frustração e uso inadequado do plano.
Dor aguda e intensa (pulpite): Aquela dor de dente que não passa com analgésico, irradia para a cabeça e te impede de funcionar normalmente.
Abscesso dentário: Inchaço na gengiva ou no rosto, geralmente acompanhado de dor, febre e pus. É uma infecção grave que pode se espalhar.
Fratura dentária por trauma: Você caiu, bateu a boca, e o dente quebrou ou rachou. Expõe a polpa (nervo), dói muito e precisa de intervenção rápida.
Hemorragia oral: Sangramento que não para após extração recente ou trauma, que pode indicar complicações.
Luxação dentária: Dente "mole" ou deslocado após impacto, que precisa ser reposicionado rapidamente para salvar o dente.
Para essas situações, você deve agendar consulta normal quando voltar — não precisa acionar o atendimento de urgência.
Todos os planos odontológicos empresariais — do mais básico ao mais premium — são obrigados pelo Rol de Procedimentos da ANS a cobrir urgências e emergências.
E melhor ainda: a carência para emergências é de apenas 24 horas. Ou seja, se sua empresa acabou de contratar o plano ontem, você já está coberto para emergências hoje.
Isso significa que aquele medo de "será que meu plano cobre?" não existe quando estamos falando de verdadeira urgência.
Chegou a hora da verdade: você está com dor, está longe de casa, são 23h de uma terça-feira. O que fazer?
Esta é, disparado, a forma mais rápida e eficiente de resolver seu problema.
Como funciona:
Por que isso é melhor que o Google:
Esse detalhe pode fazer toda a diferença no tempo de espera.
Consultórios convencionais credenciados:
Prontos-Socorros Odontológicos:
Dica de ouro: Se são 15h de uma quinta-feira, vá ao consultório. Se são 2h da manhã de domingo, procure o pronto-socorro odontológico.
Ninguém anda mais com aquela carteirinha de plástico na carteira (e se você anda, ela provavelmente está amassada e ilegível).
Como garantir acesso à carteirinha:
Essa preparação de 5 minutos antes de viajar pode economizar 2 horas de desespero durante uma emergência real.
Você encontrou o dentista credenciado mais próximo no app. Antes de pegar o Uber:
Ligue e confirme:
Esse telefonema de 1 minuto evita a frustração de chegar no local e descobrir que o dentista saiu mais cedo, que o plantão terminou ou que aquele dia específico não há especialista.
Você seguiu todos os passos, abriu o app, e... não há nenhum dentista credenciado disponível naquela cidade remota onde você está.
Pode acontecer. Brasil é grande, e nem toda operadora tem capilaridade em todos os 5.570 municípios. Especialmente em cidades muito pequenas do interior ou regiões remotas.
Planos de operadoras maiores — como SulAmérica Odonto, alguns planos premium da Amil e OdontoPrev — oferecem reembolso para situações de urgência quando não há rede credenciada.
Como funciona:
Essa é uma informação crítica que o RH precisa verificar antes de contratar:
Planos básicos de entrada geralmente não oferecem reembolso. Você tem acesso à rede credenciada e só.
Planos intermediários e premium costumam incluir reembolso emergencial com teto de valor (exemplo: até R$ 500 para urgências).
Dica para o RH: Se sua equipe viaja para cidades pequenas ou remotas com frequência, vale pagar um pouco mais por um plano que inclua reembolso emergencial. É a diferença entre resolver o problema e deixar o funcionário na mão.
Vamos sair do operacional e entrar no estratégico — a linguagem que CFOs e diretores entendem.
Imagine o seguinte cenário:
Você mandou um vendedor sênior para uma feira nacional em Florianópolis. Investiu:
Na primeira noite, ele quebra um dente. Sem plano odontológico (ou com plano regional que não funciona fora da base), ele:
Prejuízo real: R$ 3.400 de viagem + R$ 800 de dentista particular + oportunidades de negócio perdidas = facilmente R$ 5.000 a R$ 10.000 em danos diretos e indiretos.
Se essa empresa tivesse contratado um plano odontológico nacional por R$ 20/mês (R$ 240/ano por funcionário), o vendedor:
ROI absurdo: Investimento de R$ 240/ano evitou prejuízo de R$ 5.000 a R$ 10.000 em uma única situação.
E quantas viagens sua empresa faz por ano? Quantos vendedores externos você tem na rua todo dia?
Tem um custo que ninguém contabiliza, mas que é real: um vendedor com dor de dente não vende.
Ele não tem paciência para ouvir objeções. Não sorri. Não inspira confiança. Só quer ir embora e resolver a dor. A linguagem corporal grita desconforto.
Você pode ter o melhor pitch, o melhor produto, a melhor proposta — mas se o vendedor está sofrendo fisicamente, a venda não fecha.
Garantir atendimento odontológico rápido em qualquer lugar do Brasil não é benefício. É proteção do investimento que você faz em cada viagem corporativa.
Vamos encerrar com a mentalidade certa sobre esse tema.
Plano odontológico com cobertura nacional não é luxo. É logística.
É como seguro-viagem internacional: você torce para nunca precisar usar, mas fica infinitamente mais tranquilo sabendo que, se algo der errado, você não vai ficar desamparado num lugar desconhecido.
Se sua empresa tem vendedores externos, executivos em trânsito, ou equipes que participam de eventos e convenções, verifique:
✅ O plano contratado tem cobertura nacional unificada? (não depende de intercâmbio entre regionais)
✅ A operadora tem aplicativo funcional com busca por geolocalização?
✅ Há prontos-socorros odontológicos credenciados nas principais capitais?
✅ O plano oferece reembolso emergencial para cidades sem rede? (se sua equipe vai para interior)
✅ Todos os funcionários sabem como usar o app? (já baixaram, já acessaram, já exploraram)
✅ Existe um guia rápido de uso em emergências? (pode ser um PDF de 1 página que o RH distribui)
Se você respondeu "não sei" para mais de duas dessas perguntas, está na hora de revisar sua estratégia.
Imagine-se apresentando o plano odontológico para sua diretoria ou para o time de vendas. Termine com esta pergunta:
"Se você estivesse em Manaus fechando uma venda de R$ 100.000, e quebrasse um dente na noite anterior, você gostaria de ter esse número no celular para ligar agora?"
A resposta é sempre sim. E essa é exatamente a tranquilidade que um plano odontológico nacional oferece.
Sua equipe de vendas viaja com frequência e você quer garantir que eles estejam protegidos em qualquer lugar do Brasil? Certifique-se de que eles têm cobertura nacional real — não apenas no papel, mas funcional, com rede robusta e app que resolve.
Fale com a Lifebis. Mostramos a capilaridade real da rede em cada cidade onde sua equipe atua, comparamos operadoras (OdontoPrev, Amil Dental, Bradesco) e configuramos um plano que funciona de Oiapoque ao Chuí.
Porque no fim das contas, o melhor plano odontológico empresarial é aquele que você consegue usar exatamente quando mais precisa — mesmo estando a 2.000 km de casa, às 11h da noite de uma segunda-feira.
Insights para líderes e profissionais de RH