
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.

Se você trabalha no RH de uma PME ou startup, já deve ter pesquisado sobre cartões de benefícios modernos e se deparado com esses dois nomes: Flash e Caju.
São as duas líderes absolutas da revolução dos benefícios flexíveis no Brasil. Ambas são fintechs jovens, 100% digitais, com apps bonitos e propostas comerciais aparentemente idênticas. E aí você se pergunta:
"Elas parecem exatamente iguais. Qual eu escolho?"
É o "iPhone vs. Samsung" dos benefícios corporativos — duas opções excelentes que fazem você perder o sono tentando decidir.
A verdade? Tecnicamente, Flash e Caju são muito parecidas e entregam produtos de altíssima qualidade. Mas existem diferenças sutis (e algumas nem tão sutis assim) que podem fazer toda a diferença dependendo do perfil da sua empresa.
Neste comparativo definitivo, vamos analisar os detalhes técnicos que não aparecem na propaganda bonita dos sites:
Vamos direto aos rounds.
Aqui está a primeira diferença concreta entre as duas: a bandeira que opera os cartões.
A Flash, fundada em 2019, anunciou em abril de 2024 que deixaria a Mastercard e passaria a operar com a bandeira Visa.
Segundo Ricardo Salem, CEO e cofundador da Flash, essa mudança fez parte de uma evolução estratégica para internalizar processos e buscar mais eficiência e escala. A transição já está concluída, e hoje os cartões Flash são emitidos com bandeira Visa.
A Caju já nasceu operando com a bandeira Visa. A empresa nunca trabalhou com outra bandeira desde sua fundação.
Ambas agora operam com bandeira Visa, o que significa:
Tanto Visa quanto Mastercard são bandeiras de primeiro nível mundial. A diferença entre elas é praticamente imperceptível para o usuário final no dia a dia.
Na prática: Se você tinha preferência por Mastercard, Flash não é mais opção. Se você queria Visa, ambas entregam exatamente a mesma coisa.
Resultado deste round: Empate total. A escolha não será decidida aqui.
Esta é provavelmente a pergunta mais importante que um RH faz: "Minha empresa está segura juridicamente ao contratar essas startups?"
Durante décadas, o mercado de benefícios foi dominado por arranjos fechados (Sodexo, Alelo, Ticket, VR). Essas empresas controlavam toda a cadeia e só elas podiam fazer parte do PAT.
A Lei 14.442, de 2022, permitiu que os auxílios alimentação na modalidade de arranjo aberto fizessem parte do programa, a partir de 1º de maio de 2023.
Isso abriu o mercado para as startups com bandeiras tradicionais (Visa, Mastercard, Elo).
Eduardo del Giglio, CEO da Caju, afirma que o novo PAT permitiu que empresas como a Caju pudessem oferecer o benefício fiscal, que antes ficava limitado apenas às companhias tradicionais.
Desde maio de 2023, a Caju opera oficialmente dentro do programa, oferecendo às empresas contratantes os mesmos incentivos fiscais (isenção de INSS e FGTS sobre vale-alimentação e vale-refeição) que as tradicionais ofereciam.
A Flash seguiu caminho similar, adequando-se às exigências regulatórias do PAT e obtendo as certificações necessárias para operar dentro do programa.
Ambas as empresas investiram pesado em tecnologia de bloqueio por MCC (Merchant Category Code) para garantir que os saldos de Alimentação e Refeição não sejam usados incorretamente.
Tanto Flash quanto Caju implementaram sistemas robustos para:
Essa tecnologia é fundamental para manter sua empresa em compliance com o PAT e evitar autuações da Receita Federal.
Ambas as empresas são reguladas pelo Banco Central e possuem as licenças necessárias para operar como instituições de pagamento.
Isso oferece uma camada adicional de segurança e credibilidade que faltava em alguns players menores do mercado.
Hoje, em 2025, tanto Flash quanto Caju oferecem o mesmo nível de segurança jurídica para empresas que querem operar dentro do PAT.
Ambas:
Importante: Se sua empresa é extremamente conservadora (banco, órgão público, grande corporação tradicional), você ainda pode preferir uma Pluxee ou Alelo pelo histórico de décadas. Mas para PMEs, startups e empresas modernas, Flash e Caju oferecem segurança jurídica mais do que suficiente.
Resultado deste round: Empate técnico.
Aqui é onde o RH presta atenção máxima: quanto vai custar?
Ambas as empresas atacam o mercado com uma proposta revolucionária comparada às tradicionais:
Taxa ZERO para a empresa em muitos planos:
Como isso é possível? Através da taxa de intercâmbio — aquele percentual que o estabelecimento comercial paga à bandeira do cartão em cada transação.
Enquanto as empresas tradicionais de arranjo fechado cobravam taxas entre 6% e 10% dos estabelecimentos (segundo Pedro Lane, COO da Flash), os arranjos abertos trabalham com a taxa padrão de mercado, ao redor de 2%.
Historicamente, as operadoras tradicionais ofereciam "rebates" — devolviam parte da receita para as empresas contratantes como forma de ganhar o contrato.
A prática de rebates foi proibida com a publicação do Decreto 11.678/2023, em agosto de 2023.
Com o Decreto 12.712/2025, essa proibição foi reforçada e as penalidades ficaram mais severas.
O que isso significa para você:
A competição agora não é mais "quem dá o maior rebate", mas sim "quem oferece o melhor serviço, melhor tecnologia e melhor experiência".
Para PMEs (10 a 200 funcionários):
Tanto Flash quanto Caju oferecem planos com custo zero absoluto para a empresa. Você paga apenas os valores que carrega nos cartões dos colaboradores. Não há taxa administrativa sobre isso.
O custo-benefício é imbatível comparado às tradicionais, que cobravam taxa de administração mensal + taxa de carga + taxa de manutenção de cartão.
Para empresas maiores (200+ funcionários):
Aqui entra negociação customizada. Ambas as empresas têm times comerciais preparados para criar propostas específicas que podem incluir:
Nesse ponto, a decisão vai depender muito da negociação individual que você conseguir com cada uma.
Ambas oferecem valor excepcional para PMEs com suas propostas de taxa zero.
Para empresas maiores, ambas são competitivas e a decisão vai depender dos termos específicos que você negociar.
Resultado deste round: Empate.
Aqui está uma diferença sutil mas importante: a experiência dos seus colaboradores dentro do aplicativo.
Ambas as empresas investiram pesado em design de produto e UX/UI. Os apps de Flash e Caju são infinitamente superiores aos apps das operadoras tradicionais (Alelo, Pluxee, Ticket).
Flash:
Caju:
Caju: A Caju briga por preço - você mal entra no site da empresa e lê na primeira dobra "tudo isso com custo zero para a sua empresa".
O posicionamento é claramente focado em aliviar a dor do custo que o RH sente ao contratar benefícios.
Flash: A Flash parece ter dificuldades de encontrar um grande diferenciador, segundo análise de mercado.
O título do site da Flash é simplesmente "benefícios flexíveis para a sua empresa", sem um hook emocional ou racional forte.
Swile (menção honrosa): A Swile se posiciona como "o benefício dos sonhos do colaborador", focando na experiência e felicidade do usuário final.
Se sua equipe é mais jovem e descolada (startups, tech, agências):Provavelmente vão se identificar mais com a linguagem e design da Caju. O app tem uma vibe mais "startup" e menos corporativa.
Se sua equipe valoriza profissionalismo e clareza:A Flash entrega uma experiência mais "business", sem firulas, direto ao ponto.
Honestamente? Ambos os apps funcionam muito bem. A diferença aqui é mais de preferência estética do que de funcionalidade real.
A Caju conseguiu criar uma marca mais forte emocionalmente, com melhor posicionamento de mercado e uma identidade visual mais marcante.
Mas na prática operacional do dia a dia, ambos os apps entregam exatamente o que precisam entregar.
Resultado deste round: Leve vantagem Caju no aspecto emocional, empate no aspecto funcional.
Vamos consolidar tudo visualmente:
Números e checkmarks não capturam tudo. Aqui estão fatores intangíveis:
Flash:
Caju:
Vamos ser honestos e pragmáticos: Flash e Caju não são a melhor escolha para TODO mundo.
1. Grandes corporações ultra-conservadoras
Se você trabalha em um banco tradicional, seguradora de grande porte, ou empresa de capital aberto com comitês de compliance extremamente rígidos, o "prêmio de risco" de trabalhar com uma Pluxee (ex-Sodexo) ou Alelo ainda pode valer a pena.
Por quê? Décadas de histórico, auditoria após auditoria aprovada, processos judiciais já testados e vencidos.
2. Órgãos públicos e empresas estatais
O processo de homologação de fornecedores em órgãos públicos valoriza muito o histórico. Empresas com 40+ anos de mercado têm vantagem em licitações.
3. Empresas em setores extremamente regulados
Saúde, financeiro, energia — setores onde qualquer deslize de compliance vira manchete. Nesses casos, pagar um pouco mais por uma tradicional pode ser uma decisão estratégica de mitigação de risco.
4. Multinacionais que precisam de operação global
Se sua empresa tem operação em 15 países e você precisa de um fornecedor global unificado, Pluxee (presente em 31 países) pode fazer mais sentido do que uma startup brasileira.
Tradicional = Mais caro + Menos flexível + Mais histórico
Startup (Flash/Caju) = Mais barato + Mais flexível + Menos histórico
Para 90% das PMEs, startups e empresas modernas, Flash e Caju são escolhas melhores.
Mas para os 10% de empresas ultraconservadoras ou com necessidades muito específicas, as tradicionais ainda têm seu lugar.
Chegamos ao final do comparativo. E a resposta honesta é:
Tecnicamente, Flash e Caju são TÃO parecidas que a decisão vai recair sobre fatores intangíveis:
1. Negociação comercial
Entre em contato com as duas. Peça propostas. Compare:
Muitas vezes, a decisão final é: "O comercial da empresa X foi mais ágil e nos deu uma condição melhor."
2. Feeling da equipe
Faça uma demo com sua equipe de RH. Mostre os dois apps. Pergunte:
3. Casos de uso da sua empresa
Se você tem alguma necessidade muito específica (integração com um ERP exótico, operação internacional, funcionalidade customizada), veja qual das duas está mais preparada para atender.
Se você é uma startup ou empresa tech:Caju tem um branding que combina mais com você. Mas teste os dois.
Se você é uma PME tradicional modernizando:Flash tem uma abordagem mais "business". Mas teste os dois.
Se você quer a melhor decisão:Peça proposta das DUAS e negocie. Use uma proposta como leverage na outra.
Independente de você escolher Flash, Caju ou outra operadora, você precisa saber como estruturar os benefícios de forma inteligente:
Leia nosso Guia Definitivo dos Benefícios Flexíveis e domine a configuração estratégica dos saldos.
Aqui vai uma dica de ouro que poucos RHs sabem:
Não preencha o formulário do site e aceite a primeira proposta que chegar. Você está deixando dinheiro na mesa.
A Lifebis cota com Flash, Caju e outros players simultaneamente e consegue condições comerciais melhores para PMEs através de:
✓ Negociação de volume (juntamos várias empresas)✓ Comparativo técnico imparcial (não vendemos produto próprio)✓ Análise de fit específico para seu perfil✓ Suporte na implementação e migração✓ Auditoria de compliance gratuita
Empresas que cotam conosco economizam em média 18% comparado com cotações diretas.
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