
Reni Rezende
Sócio e Diretor de Operações da Lifebis e atualmente atuando como Partner da MDS Corretora de Seguros. Iniciou sua trajetória em 1989 na Bamerindus Seguradora, acumulando sólida experiência de mercado com passagem também pelo Grupo HDI.

Você contratou aquele plano odontológico de R$ 20,00 por mês, todo animado. Aí chegou no consultório querendo colocar um aparelho estético e levou um "não" na cara. Frustante, né?
A resposta curta é: depende do seu plano. Se for o básico (aquele que segue o Rol da ANS), a resposta é não. Mas calma, isso tem uma explicação — e tem solução também.
Neste post, vou te mostrar exatamente o que está coberto no plano básico, por que aparelho e implante ficam de fora, e quais são suas opções se você realmente precisa desses procedimentos.
Primeiro, é importante entender o que é esse tal de Rol da ANS. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) define uma lista mínima de procedimentos que todo plano odontológico precisa cobrir obrigatoriamente. O foco aqui é saúde bucal, não estética.
O que está incluso no plano básico:
A lógica é simples: um plano básico resolve cerca de 90% dos problemas reais de saúde bucal. É o essencial para você não ter dor, infecção ou perder dentes por falta de cuidado.
Por isso a mensalidade é tão baixa — entre R$ 15 e R$ 30 em planos empresariais.
Aqui começa a confusão. Se o plano odontológico cobre aparelho é uma das dúvidas mais buscadas no Google, mas a resposta não é o que a maioria quer ouvir.
A realidade: Aparelho ortodôntico é considerado um tratamento de longo prazo e alto custo. Você tem a instalação inicial (que já passa dos R$ 2.000), mais manutenções mensais que podem durar de 18 a 36 meses.
Simplesmente não cabe numa mensalidade de R$ 20,00.
A solução: Para ter cobertura de documentação ortodôntica (aqueles raios-x panorâmicos), instalação e manutenção mensal, você precisa contratar um plano específico — geralmente chamado de "Plano Orto" ou "Plano Premium".
A diferença de preço? Enquanto o básico custa R$ 15 a R$ 30, o plano com ortodontia salta para algo entre R$ 80 e R$ 150 mensais. É uma diferença considerável, mas faz sentido quando você olha o custo total do tratamento.
Se você está procurando um plano orto, é fundamental entender essa diferença antes de assinar qualquer contrato.
Esse é o ponto onde muita gente se perde. Vamos esclarecer de uma vez por todas.
O mito: "Meu plano cobre prótese, então cobre implante." Errado.
A diferença técnica:
Prótese (Coberta no Rol da ANS): É a parte visível — a coroa (o "dente" artificial), as pontes móveis ou as dentaduras completas. Isso o plano básico cobre sim, porque é considerado essencial para você mastigar e não ter problemas funcionais.
Implante (NÃO coberto no Rol da ANS): É o parafuso de titânio que é cirurgicamente fixado no osso da mandíbula. É uma cirurgia complexa, com custos elevados (entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por implante no particular). O Rol da ANS não obriga a cobertura de implantes.
Então se o plano odontológico cobre implante, é só em casos muito específicos e raros.
Existe plano que cobre? Sim, mas são raros e caros. Geralmente acima de R$ 120 por mês, com carências longas (24 a 36 meses) e limitação de quantidade. Não é o padrão do mercado.
Entender a diferença entre prótese e implante ANS é crucial para não criar expectativas erradas.
Se você está pensando em procedimentos estéticos, prepare-se para abrir a carteira.
A regra geral: Procedimentos puramente estéticos como clareamento a laser, facetas de porcelana, lentes de contato dental e harmonização orofacial não são cobertos pela grande maioria dos planos empresariais padrão.
Por quê? Porque não são considerados necessários para a saúde bucal. São melhorias estéticas, não tratamentos médicos.
Exceção: Alguns planos Premium Top de linha oferecem clareamento caseiro (aquele com gel e moldeira) como diferencial. Mas isso não é comum no plano básico de jeito nenhum.
Para facilitar sua vida, preparei esta tabela comparativa:
Salve essa tabela para consultar quando precisar!
Se você é do RH e está pensando "não tenho orçamento para pagar R$ 100,00 num plano orto para todo mundo", tenho uma solução inteligente para você.
O dilema: Você quer oferecer um bom benefício, mas não pode estourar o orçamento.
A solução: A empresa paga o Plano Básico (R$ 20,00 a R$ 30,00) para todos os funcionários. Quem quiser aparelho ortodôntico, implante ou estética pode fazer um upgrade pagando a diferença do próprio bolso via desconto em folha.
Vantagem para todos:
Essa estratégia de coparticipação tem funcionado muito bem em empresas de todos os portes.
Vamos recapitular: o plano básico é focado em saúde — resolver problemas, evitar dor e perda dentária. O plano Premium é para estética e correção — aparelho, clareamento, e em raros casos, implantes.
Ambos são importantes, mas têm propósitos e preços diferentes. A questão não é qual é melhor, mas qual atende suas necessidades reais neste momento.
Se você está procurando um plano odontológico empresarial e quer entender os valores exatos dos planos básicos versus premium das principais operadoras, vale a pena consultar um corretor especializado.
Sua equipe está pedindo cobertura de aparelho ortodôntico? Fale com a Lifebis e monte uma grade de planos onde a empresa paga o básico e o funcionário pode fazer o upgrade para o Orto. É a solução inteligente que cabe no orçamento e satisfaz todo mundo.
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